Quem foi a pessoa que te fez acreditar que a aprovação era possível?

Você já parou para pensar nisso? Quem foi a primeira pessoa que acreditou em você?
Lá no início da jornada, quando tudo era dúvida e incerteza, provavelmente alguém — talvez sem nem perceber — foi a primeira pessoa a olhar pra você e dizer, com os olhos ou com palavras: “Você consegue.” Quem foi a primeira pessoa que acreditou em você?
Talvez essa pessoa tenha acreditado antes mesmo de você acreditar.
Talvez ela tenha enxergado força quando tudo o que você sentia era cansaço.
E é dela que você deve se lembrar quando sua mente flertar com a desistência.
Eu também já quis parar.
Mesmo já sendo soldado do Corpo de Bombeiros, uma reprovação na prova do CFO quase me fez encerrar minha caminhada.
A frustração foi tão grande que engoliu minha confiança.
O resultado saiu e a primeira coisa que pensei foi: “Entendi. Não é pra mim. Eu não sou capaz.”

E quando tudo parecia impossível, quem foi que acreditou em mim?
E antes mesmo de continuar aquela sentença de derrota, minha esposa olhou nos meus olhos e disse, firme:
“Como assim? Você? Vai desistir fácil assim? Não foi esse homem que eu escolhi pra dividir a vida.”
Foi como uma flecha certeira no peito.
Eu não podia desistir. Não daquele sonho. Não depois de tudo.
Mas a verdade é que, naquele momento, mesmo ouvindo aquelas palavras, eu não tinha forças pra continuar.

Foi aí que Deus entrou mais uma vez.
E com o tempo — não foi de um dia pro outro — o desejo de ser mais voltou a queimar.
Voltou como brasa sob as cinzas.
E eu entendi: não bastava querer. Eu precisava mudar.
Minha postura. Minhas atitudes. Minha forma de encarar o processo.
Naquele momento, mesmo sem saber quando ou como, eu decidi que seria oficial do Corpo de Bombeiros Militar.
E o resto da história… você já conhece.

Talvez hoje você esteja aí, em silêncio, se perguntando se ainda acredita.
Talvez a dúvida tenha feito morada na sua mente.
Mas eu te digo: a diferença entre nós não é talento. Não é inteligência.
É processo. É o tempo que você está disposto a permanecer em movimento, mesmo quando tudo dentro de você quer parar.
A maior diferença está na capacidade de suportar o desconforto:
- de estudar sem vontade,
- de dizer “não” quando o mundo inteiro te oferece distração,
- de encontrar um pouco de conforto no sufoco.
Tudo começa aí dentro.
Não está fora.
Está dentro.
Lembre-se: quem foi a primeira pessoa que acreditou em você?
Pense nisso.
Chivunk.
